Principezinho…
…” Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes ir sentando um bocadinho mais perto…O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo a mesma hora – disse a raposa . Se vieres, por exemplo, ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Ás quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo a pô-lo bonito(…) Foi assim que o Principezinho prendeu a si a raposa. E quando chegou a hora da despedida: – Ai – exclamou a raposa – Ai que me vou por a chorar…
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum , mas tu quiseste que eu te prendesse a mim…
- Pois quis.
- Mas agora vais-te por a chorar!
- Pois vou!
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! – disse a raposa – Por causa da cor do trigo…
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no Mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: Conto-te um segredo.(…)
- Adeus…
- Adeus- disse a raposa- Vou-te contar o tal segredo. É muito simples : só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho para nunca mais esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a tornou tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade – disse a raposa – Mas tu não te deves esquecer dela . Ficas eternamente responsável por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa… “
Algo com muito significado … e que todos deveríamos relembrar de vez em quando